domingo, 23 de março de 2014

Kyosho Beads Collection Nissan Fairlady Z NISMO S-Tune 2003

Nissan Fairlady Z <Z33> NISMO S-TUNE 2003

O Nissan Fairlady Z é a versão japonesa do 350Z, é um carro da linhagem “Z” de esportivos da Nissan, substituto direto do Nissan 300ZX.




Os “Fairlady’s” são esportivos tradicionais e conhecidos no mundo inteiro, principalmente por oferecer a receita clássica da linha “Z” excelente desempenho, confiabilidade, motor dianteiro longitudinal, tração traseira, dois lugares, conforto e simplicidade de construção, tudo a um preço razoável e sem extravagâncias.




A NISMO é a preparadora oficial dos carros Nissan, o nome "NISMO" é a fusão de “NIS”san e “MO”torsport, esta divisão esportiva é reconhecida mundialmente por melhorar o que já é bom, no caso do Fairlady Z NISMO S-TUNE o motor V6 3.5 recebeu modificações para alcançar 300cv, 20cv a mais que a versão “normal”, a suspensão foi redimensionada e os freios são mais eficientes.






As modificações podem parecer tímidas, mas melhorar o desempenho de um carro que já é projetado para ser excelente, manter a confiabilidade, garantia de fabrica e preço atrativo não é tarefa fácil. Todo Nissan que tiver o toque da Nismo pode ter certeza que é algo muito rápido e bem feito.



Visualmente, foram empregadas rodas de 19 polegadas, a aerodinâmica foi modificada, tornando o carro ainda mais atraente, ressaltando os dotes da verdadeira essência esportiva da linha “Z” da Nissan.



Sem duvida é belo carro, que surgiu justamente quando a maioria dos grandes esportivos japoneses (3000GT, SUPRA, RX7 e SKYLINE R34GTR) começaram a desaparecer.

Fonte: http://bestcars.uol.com.br/bc/

Fonte: http://www.nismo.co.jp/

KYOSHO BEADS COLLECTION NISSAN FAIRLADY Z <Z33> NISMO S-TUNE 2003


A linha Beads Collection, resumidamente é a serie detalhada das miniaturas Kyosho 1/64. A primeira coisa que se nota nas Beads não é a miniatura em si, e sim a base, que é diferente dos kyoshos normais, sendo que a miniatura é alocada em um case de acrílico o qual já é naturalmente um belo expositor da miniatura.

A “Beads” representada neste post é tão rara quanto o 1/1 que ela representa, sem duvida é muito difícil encontra-la, agradeço ao amigo Arn Garage que me concedeu o direito de possuir esta raridade.


A frente é cheia de detalhes, o logo NISMO e Nissan estão presentes de forma legível.  



O para-choque é bem representado, as entradas de ar tem profundidade adequada e o “spoiler” do para-choque esta na cor e proporção correta.




Nos faróis não há pinos de fixação, assim não descaracteriza a peça, é possível ver a "placa" característica dos modelos Beads, neste modelo esta escrito NISMO, sem duvida o molde da miniatura é muito bom, contendo todos os vincos da carroceria.



O capô detém os dois vincos característicos do modelo, a moldura em volta do para-brisa é na cor preta. Todas as peças como capô, para-choque, para-lamas tem nítida separação



Este modelo contém uma particularidade interessante, como no modelo 1/1 existe uma faixa de três cores que atravessa o carro transversalmente, na miniatura esse detalhe é muito bem representado possuindo todas as separações e desenhos igual ao modelo real.



A lateral direita desta miniatura, contém todos os detalhes que o 1/1 tem, dentre eles se sobressai a listra com três cores característica do modelo da NISMO, além de alguns emblemas como o "Z" "Sport e Racing" nos para-lamas e o "NISMO S-TUNE" logo abaixo do espelho. Na janela traseira contém o escrita "Fairlady Z".




As rodas são bem feitas, a furação esta correta, o destaque vai para escrita "NISMO" legível nas rodas, a "saia" lateral esta com proporção e cor correta.



São tantos detalhes que seria necessário uma câmara profissional para captá-los.



A lateral esquerda conserva os mesmos detalhes da lateral direita.



O Aerofólio é um destaque a parte, pois na versão "normal" ele não existe, a kyosho caprichou neste detalhe.



A parte traseira é minha favorita no carro real, não poderia ser diferente nesta miniatura, aqui é possível verificar do lado direito as escritas "NISMO" e S-TUNE, no meio o emblema da "Nissan" e do lado esquerdo "Fairlady Z" e "Sport e Racing", não poderia faltar o detalhe da placa, afinal é um Beads.




As lanternas são muito bonitas e bem feitas, estão na cor e proporção corretas, detalhe difícil de ser representado em 1/64, o aerofólio é bem feito e proporcional, o escapamento é pintado a ponteira, dando um uma aparecia de profundidade.




A parte de baixo é bem detalhada, aqui é possível notar primeiramente o escapamento catalizador, abafador e outros. Os pneus são detalhados com as "saídas de água". A Miniatura é parafusada, detalhe que hoje em um Kyosho pode parecer besteira relatar, porém na época em que esta miniatura foi fabricada a serie "minicar" era rebitada. Ainda existem escritas "1/64 NISSAN Z", "MADE IN CHINA" e "KYOSHO".




O ponto negativo fica na foto abaixo, nesta miniatura existem falhas na pintura, cheia de bolhas, provavelmente uma falha no controle de qualidade ou uma reação química da pintura com o material utilizado no molde, porém não estamos falando de qualquer miniatura Kyosho, é uma Beads. Infelizmente o problema na pintura das Beads não é especifico desta representação, tenho outras Beads que tem o mesmo problema, confirmando a falha no controle de qualidade ou na tinta.




Apesar deste ponto negativo, a miniatura é cheia de detalhes e sem duvida é a melhor representação em 1/64 do Nissan Fairlady Z <Z33> ou 350Z, em sua melhor forma a "NISMO".



Por fim, se você encontrar esta miniatura e gostar de modelos japoneses não perca tempo, adquira esta preciosidade, pois é uma bela miniatura, bem completo e cheio de detalhes interessantes, é uma excelente representação.


Existem outras opções do Fairlady Z em 1/64 como o modelo Autoart que é representado na versão Coupé e Roadster.

quarta-feira, 19 de março de 2014

CM'S Lamborghini Diablo SV

Lamborghini Diablo SV

O Lamborghini Diablo, foi um dos principais superesportivos que marcaram os anos 90, é fruto do legado do Lamborghini Miura e substituiu o lendário Lamborghini Countach. A missão de ser o Lamborghini de topo não era fácil devido aos seus antecessores terem atingido um sucesso que alavancou a marca, não só isso, o Miura e Countach estabeleceram vários recordes.


O Lamborghini Diablo foi apresentado em 21 de janeiro de 1990 em Monte Carlo do Principado de Mônaco, foi sensação imediata, seu design era lindo e foi inspirado nos carros do Grupo C, o projeto foi cuidadoso, inclusive o carro tinha um ótimo Cx (coeficiente aerodinâmico) de 0,31, por um curto espaço de tempo foi o carro mais veloz do mundo alcançando a marca de 325km/h, 1km/h acima do Ferrari F40 e dois acima do Porsche 959.


Dominada pela Chrysler nos anos 90, a Lamborghini não tinha esperanças de um novo motor, assim o coração do touro de briga felizmente foi uma versão modernizada do propulsor do Lamborghini Countach, agora com 5.709cm³ e 492cv a 7000rpm. A tendência de abertura de portas para cima virou figurinha marcada nos Lamborghinis de topo, hoje é uma assinatura dos carros da marca e são popularmente chamadas de “lambo doors”.


O carro em questão é o Lamborghini Diablo SV, um carro bem diferente, afinal era um Diablo aprimorado. A sigla SV já era na época uma tradição da marca Lamborghini e significa “Super Veloce”, a Diablo SV foi lançada em 1995 no Salão de Genebra, nessa configuração o motor V12 desenvolvia 510cv e alcançava 336 km/h. 

Visualmente o logo SV na lateral denunciava que aquele não era um Diablo comum. Em relação a versão "normal" do a SV trazia painel mais compacto, freios mais eficientes, as tomadas de ar eram modificadas com duas novas sobre o motor, um dos destaques marcantes eram as rodas que vinham em formato "estrela" e tinham duas configurações, inteira cromada ou com estrela pintada e aro cromado.

Fonte das informações: http://bestcars.uol.com.br/cpassado3/lamborghini-diablo-1.htm


CM’S Lamborghini Diablo SV





A CM’S é uma marca de miniaturas de origem japonesa, sem duvida é uma das melhores fabricantes de reproduções detalhadas de carros na escala 1/64, não poderia ser diferente com as representações que a marca nipônica dedica aos esportivos italianos. 

Uma particularidade da CM’S, é que alguns modelos da Lamborghini como o Miura , Gallardo e Countach abrem o capo, aberto o capo é possível ver o motor detalhado, isso em uma miniatura 1/64 é um diferencial raro de se encontrar, principalmente com tamanho esmero.


Mas as particularidades da CM’S não param por ai, todas as Lamborghini’s que tem faróis escamoteáveis, são representadas pela marca de duas formas, uma versão com faróis fechados e outra com faróis abertos, assim sendo mais um atrativo, pois geralmente as miniaturas com faróis escamoteáveis são representadas com os faróis fechados na escala 1/64, e isso acontece por uma simples questão, é mais fácil de fazer uma miniatura com faróis fechados (e mais barato), o detalhe dos faróis escamoteáveis abertos demonstra a criatividade da CM’S e o comprometimento com o colecionador, pois a marca permite a escolha entre faróis abertos e faróis fechados, além é claro das opções de cores.


A miniatura das fotos é a representação em 1/64 que CM’S deu a Lamborghini Diablo SV, é uma bela reprodução, e melhor, é a versão que mais gosto, com os faróis abertos.

A parte da frente da miniatura é bem feita, principalmente se considerarmos que trata-se de um molde antigo, porém com as proporções corretas, a logomarca da marca Lamborghini esta muito bem feita, é possível ver que o limpador do parabrisa é apenas uma ressalto no próprio parabrisa pintado de preto, também é possível ver os dois dutos que levam ar para o motor, além disso, os retrovisores são perfeitos.


Na foto acima, é evidente o capricho da CM’S nos faróis da miniatura, não existe pino de fixação, sem duvida um detalhe que recebeu uma atenção de alguém que com certeza gosta de detalhes, até hoje miniaturas em escala maiores ainda utilizam os finos de fixação, o que descaracteriza o farol. A imagem ainda denuncia a idade do modelo, pois os faróis de milhas e demais lanternas são apenas pintadas, porém pintadas com a cor correta.

É possível ver ainda as entradas de ar entre o parachoque e o spoiler dianteiro.



Na lateral direita da miniatura salta aos olhos a escrita “SV”, com grafismo correto, as entradas de ar estão dispostas de forma correta, as rodas são perfeitas, exatamente iguais as utilizadas no modelo 1/1, as janelas estão corretas, e aqui é fácil notar um detalhe da CM’S que alguns colecionadores não gostam, os pneus, pois nas CM’S da serie Lamborghini os “sulcos” dos pneus se estendem até a lateral superior do pneu, particularmente não vejo problema.


A lateral esquerda segue o esquema da direita, tudo muito bem feito, e aqui mora outro capricho de CM’S, a escrita “SV” esta correta em ambos os lados, parece besteira falar isso, mas se fosse um hotwheels de um lado seria “SV” e do outro “VS” ou pior o “S” poderia estar virado, esse problema não atinge apenas as marcas mais simples, recentemente a OEM fez uma representação da Murcielago SV e o grafismo ficou errado em um dos lados, foi um detalhe que matou a miniatura.


A Parte traseira da miniatura é bem interessante, as quatro saídas de escapamento, que tem as pontas cavadas, a grade traseira é outra atração a parte, pois lá contém um logotipo escrito “lamborghini” de forma legível. 

Ainda na parte traseira, as lanternas são de acrílico, e tem as cores corretas. O para-choque é bem feito, o vão entre o para-choque e a parte das lanternas é muito profundo conforme os moldes do 1/1. Ainda verificamos o belo aerofólio, que esta muito bem representado, com todos os detalhes aerodinâmicos, esse tipo de peça é o que diferencia modelos detalhados de brinquedos. A placa é legível e esta escrito “Lamborghini Diablo SV” com a grafia exata dos logos utilizados nos emblemas.


A parte de baixo da miniatura deixa a desejar, apesar de ser um esportivo a Diablo tem alguns detalhes em baixo, a CM’S parece que esqueceu essa parte da miniatura, porém é necessário lembrar que este é um molde antigo da CM'S, assim fica inviável exigir padrões atuais para o modelo, apesar de tudo isso, ainda é possível ver os escapamentos pintados de prata, alguns pequenos ressaltos que representam a suspensão traseira e os “buracos” ao lado dos escapamentos.


Aqui é outro detalhe incomoda alguns colecionadores, o pneu da miniatura não cobre a roda por inteiro, na foto é possível ver a parte de dentro de cada roda, já o rebite é pequeno, justamente para não atrapalhar os detalhes.

Como em toda miniatura 1/64 é difícil de ver os detalhes do interior, mais complicado ainda representar em fotos, mas tudo esta lá em perfeitas condições e proporções, mas nada pintado como acontece nos CM’S de Rally e Minichamps.


Considerando a idade da miniatura, é um belo modelo, que demonstra a atenção da CM’S nos detalhes e a preocupação da marca em atender os anseios dos colecionadores mais exigentes, o modelo das fotos é relativamente raro principalmente na versão com os faróis abertos, que com absoluta certeza é justamente o charme dessa miniatura.


O Lamborghini Diablo SV na escala 1/64 é representado por outra marca, a Kyosho, que também sem duvida é um belo modelo, porém a única opção é pegar o modelo com os faróis fechados.

O modelo das fotos foi adquirido através da ajuda do meu grande amigo Arn Diecast, muito obrigado irmão.

https://www.facebook.com/arnes.diecast

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Kyosho Mazda RX7 FD3S

Mazda RX7 FD3S



O Mazda RX7 é um esportivo Japonês que teve basicamente três gerações  a SA/FB (1978 a 1985), FC3S (1986 a 1991) e FD3S (1992 a 2002). Neste post vou falar mais especificamente da ultima geração.

Conheci o Mazda RX7 através do Gran Turismo 1 e logo acabei gostando, no Gran Turismo 2 já era um dos meus carros favoritos.




O mundo viu a evolução dos carros japoneses nos anos 90, Honda NSX, Nissan 300ZX, Nissan Skyline GTR R32,R33, R34, Toyota Supra, Mitsubishi 3000GT, Lancer EVO, Subaru Impreza WRX Sti e o próprio Mazda RX7, todos com tecnologia de ponta, rivalizando em desempenho com esportivos europeus como Ferrari e Porsche, com a vantagem dos esportivos japoneses serem mais baratos, mas não menos interessantes.

As linhas do RX7 da geração FD3S são tão bonitas que até hoje parecem modernas, a unica coisa que denuncia sua idade são os faróis escamoteáveis, um detalhe interessante que casou muito bem com o modelo e suas linhas. Sem duvida seu desenho inspira esportividade, além de ser um dos esportivos mais bonitos dos anos 90.

O motor era um Wankel Bi-Turbo denominado 13B-REW com 1.308 cm³ montado mais embaixo que nos modelos anteriores com a finalidade de manter um centro de gravidade mais baixo. Eram dois turbos um de (51 mm) de diâmetro  que funcionava desde as baixas rotações, para evitar o Turbo Lag, o outro maior com (57 mm) acionado apenas em alta rotação.



O interior do carro era muito bonito e bem dimensionado, direcionado ao motorista/piloto.


A potencia dos primeiros era de 255CV a 6.500 rpm, com apenas 1.220 kg, 0 a 100 em 5,2 segundos a velocidade era limitada em 250km/h. Nas ultimas versões a potencia ficou limitada a 280 cv, a produção do Mazda RX7 encerou-se em 2002 com o ultimo modelo chamado de Mazda RX7 Spirit R, até hoje não existiu um sucessor a a sua altura.


A filosofia do Mazda RX7 sempre foi baixo peso, motor wankel, e potencia considerável, na ultima geração a tecnologia foi aprimorada com isso o carro tornou-se mais caro, porém mais veloz, enfrentando de frente os Esportivos Europeus que eram muito mais caros.



No Brasil foram importados oficialmente apenas 5 carros segundo a antiga revista "HOT" que posteriormente virou "Hot Car", ou seja, aqui no Brasil é um carro extremamente raro, com alto valor colecionável.



É um carro reconhecido no mundo inteiro por seu bom desempenho, foi um dos principais carros do filme "The Fast And Furious" de 2001 guiado pelo Dominic Toretto, personagem interpretado pelo ator Vin Diesel, o carro fez aparição no filme "2 Fast 2 Furious" de 2003, e "The Fast and Furious: Tokio Drift" de 2006.


Difícil falar pouco desse modelo que é uma lenda, mas vamos passar para o foco que é a descrição da Miniatura
Para aprofundar o conhecimento sobre esse icone Japones indico o site Best Car Web Site, mais especificamente neste link: bestcars.uol.com.br/cpassado2/rx7-1.htm


Kyosho Mazda RX7 FD3S 




A miniatura é da Kyosho, mais especificamente da serie "MiniCar # 59, Mazda Rotatori", a marca já tem tradição em fabricar modelos na escala 1/64 de forma detalhada e até já tinha fabricado o Mazda RX7 FD3S na serie "Beads Collection", porém em outras versões. Esta miniatura teria tudo para ser mais um sucesso de detalhamento da Kyosho, mas não, isso não aconteceu.



A traseira tem lanternas de acrílico, inclusive as pequenas no para-choque, os emblemas como o da "Mazda" e a "Escrita RX7" estão legíveis, o vidro traseiro é perfeito, existe até um "limpador", porém é apenas um ressalto no vidro e não uma peça separada como acontece em alguns Beads, o aerofólio é uma peça separada e bem feita.



A traseira poderia ser perfeita, porém, no meu modelo as lanternas estão com "arestas" pedaços de plastico pendurados e até mal colocadas, pelo jeito o controle de qualidade pecou nesse detalhe, veja na foto no lado esquerdo a aresta e nas lanterna do para-choque que estão com plásticos sobrando.

Também é possível ver que as lanternas do para-choque tem "pinos de fixação" assim o aspecto não ficou tão bom quanto poderia ser.


Então neste modelo em especifico faltou um controle de qualidade mais eficiente, mas nada que macule a reputação da marca e da miniatura.


A parte superior frontal, sem duvida é a maior decepção neste modelo, note que não há separação entre o capô do motor e o para-choque do veiculo, porém existe a separação do capô com os para-lamas. Esse foi o erro mais grosseiro que eu já vi acontecer na marca Kyosho, não é por excesso de tinta, é por falha no molde, não sendo um defeito apenas do meu modelo, existe essa falha grave nos outros modelos de cores diferentes vejamos:


A versão prata sofre do mesmo problema, o mesmo erro acontece na versão Beads, configurando duas suspeitas, a primeira de que o erro é no molde e a segunda de que o molde da versão MINICAR é o mesmo utilizado na versão BEADS, obviamente mudando rodas aerofólios e outros pequenos detalhes estéticos, estaria a Kyosho economizando e pecando no controle de qualidade e de detalhamento?


Note, erraram com a versão Beads e reincidiram no erro na versão Minicar, mas apesar disso é interessante saber que a Kyosho reutiliza os moldes já utilizados na versão Beads, essa era uma suspeita que eu tinha e que foi confirmada.


Voltando ao modelo em analise, outro detalhe que seria interessante que modelo tivesse é o teto solar, no modelo real era um opcional, os espelhos estão bem colocados e a miniatura foi bem pintada.


Na parte lateral é possível notar detalhes positivos, como o detalhamento da falsa saída de ar entre a porta e a caixa de roda dianteira, também a tampa do tanque de combustível que esta do lado correto, a "seta" lateral traseira, o desenho da porta na forma correta e o aerofólio que é uma peça separada da carroceria, apesar do para-choque traseiro ter uma separação nítida da carroceria, isso não acontece com o para-choque dianteiro, parecendo que é uma peça unida com os para-lamas, ao que tudo indica os Pneus estão com uma proporção muito grande, lembrando que o RX7 era um carro esportivo e usava pneus de perfil baixo.


A parte da lateral direita é praticamente a mesma coisa que a esquerda, divergindo na questão do "acesso ao tanque", as rodas são "vazadas" e dão um "ar" mais realista ao modelo.



A parte de baixo é muito bem representada, mas não gosto do novo jeito de fixar a miniatura na sua respectiva base, pois o pino de fixação é muito grosso para uma miniatura da escala 1/64, deixando aquele buraco na frente do eixo traseiro. Em compensação, agora a Kyosho lança suas miniatura fixadas por parafusos e não por rebites como acontecia antes, assim, facilitou a vida para quem gosta de customizar ou detalhar mais a miniatura.

Outro ponto positivo fica no escapamento que é pintado da cor correta, e os pneus são de borracha com a largura correta detalhados com as "saídas de água".


A frente tem as entradas de ar com boa profundidade, o para-choque tem os faróis de milha em acrílico detalhe positivo, o detalhe negativo fica na forma de fixação feita por pinos, deixando a estética feia sofrendo também com a falta de controle de qualidade, pois existem arestas de plásticos, dando um "ar" de mal acabado. Note que nesta miniatura existe o lugar para colocar a "placa" porém não há nada lá, sendo mais uma tese que reforça que neste modelo foi utilizado o mesmo molde dos Beads, pois nos Beads existe esse detalhe, inclusive com a plaquinha.


Enfim, a miniatura poderia ser melhor, como colecionador de miniaturas 1/64 gosto muito da  Kyosho, tenho mais de 300 modelos da marca, porém é inegável que a Kyosho em 2013 pecou no detalhamento de alguns modelos e até relaxou no controle de qualidade.

O Mazda RX7 mostrou a capacidade dos japoneses de fabricar algo diferente e interessante, um carro com motor 1.3 que rivalizava com esportivos europeus que tinham o dobro do tamanho de motor, um carro que tinha uma filosofia diferente e utilizava motores Wankel, sem duvida representou muito bem o Japão perante o mundo inteiro, essa lenda merecia uma versão mais caprichada da Kyosho que também é uma das marcas que representam o Japão.

Porém em 1/64 a Kyosho é a unica opção se você quer uma reprodução desse carro na forma original, a maioria das reproduções desse carro é de versões modificadas, mas se mesmo assim você não se importar, existem modelos em 1/64 das marcas Racing Champions e Aoshima.